Histórico de classificação

O sistema de classificação usado pela Federação Internacional de Rafting (IRF) é padrão no mundo todo. Ele leva em conta que os rios variam de fluxo e de comportamento. Um rio classe 2 pode ocasionalmente virar um classe 4, depois de intensas chuvas. Assim, todas as corredeiras deveriam ser inspecionadas antes da descida. Esta classificação deve ser utilizada como uma diretriz na graduação de rios:

Classificação dos Rios

Classe 1 - Fácil

Fluxo de água com pequenas ondas, mas desobstruído e sem dificuldades técnicas. Bom para iniciantes.

Classe 2 - Moderada

Corredeiras diretas, com linhas de descida claras e evidentes, sem a necessidade de reconhecimento. Remansos e ondas estouradas podem ser fortes, mas ondas, pequenos obstáculos e outras obstruções menores podem ser evitadas. Bom para iniciantes.

Classe 3 - Dificil

Corredeiras com ondas moderadas e irregulares, que podem ser difíceis de evitar. Ondas, refluxos e dificuldades técnicas são maiores. Pode haver saltos e grandes obstruções. O principal fator de diferenciação dessas corredeiras é que o remador terá que buscar e reconhecer uma linha de descida para evitar obstáculos e perigos. Os condutores necessitam ser adequadamente qualificados.

Classe 4 - Muito Dificil

A linha de descida pode não ser facilmente identificada e irá geralmente exigir cuidadosa inspeção, desde o bote até a margem do rio. Corredeiras intensas, poderosas, mas previsíveis, são mais abundantes e poderão conter grandes ondas, quedas, refluxos e outras obstruções.

A classe 4 está presente em uma ampla variedade de rios, desde aqueles com corredeiras curtas e grandes quedas, como naqueles com corredeiras em sequência e extensas, portanto há uma enorme variação na dificuldade. Genericamente, quanto maior a continuidade do fluxo de água, menos frequentes são os remansos para parar e ter espaço para estabilizar. Os condutores devem ser adequadamente qualificados, o que significa terem nível de especialista..

Classe 5 - Extremamante Dificil

Corredeiras extremamente difíceis, com rotas que demandam grande precisão e técnica para serem transpostas. Refluxos, correntezas e ondas serão poderosas, e é essencial um reconhecimento prévio. Quando operadas comercialmente, os condutores precisam ser certificados como especialistas.

Classe 6 - Extremo

Todos os anteriores levados ao extremo. As corredeiras são normalmente intransponíveis, sendo possíveis de transpor apenas em condições específicas..